Curso online Vida Simbólica
12 meses

Próxima turma: 04/02/2007

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PARTE I e II – 12 meses

ENTENDENDO O SÍMBOLO
O Sagrado e o Profano 
A Função do Símbolo 
A Vida Simbólica 
O Centro 
A mecanismo da Roda ( o três e o quatro)

ENTENDENDO O MITO
1. O que é o Mito?
2. A Imagem Hereditária
3. A Mitologia como Projeção do Inconsciente

AS ORIGENS
Inflação e Totalidade Original – A Ouroborus 
A Cosmogonia nas diversas mitologias 
A Grande- Mãe 
A Origem da Consciência 
Unidade e Multiplicidade 

OS DIFERENTES MOTIVOS COSMOGÔNICOS II
Os Dois Polos de Criação
O Deus Criador
A Primeira Vítima
Tentativas de Criação
Criação Invertida

O UNIVERSO, OS DEUSES GREGOS E OS HOMENS
- A Origem
- A Castração de Ouranos
- Discórdia e Amor
-O Reinado de Zeus
- A Guerra de Tróia
- Ulysses
- Dionisio de Tebas
- A Tragédia de Édipo
- Perseu e a Morte

O Nascimento de Deus - Politeismo e Monoteismo

O Indivíduo, a morte e o amor na mitologia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como exemplo, algumas dúvidas de alunos de nosso curso Vida Simbólica I. O próximo será o Vida Simbólica VI


1.) Nos esquemas 2 e 3, aparecem duas contradições, que não ficaram claras para mim. Aparece no centro o "ego" , até ai tudo bem. Ao redor dele a esfera da Consciência, ate ai tudo bem também. Entretanto no Esquema 2, aparece em seqüência A esfera do Inconsciente Pessoal e depois a esfera do Inconsciente Coletivo. Já no esquema 3, aparece ao redor do Ego o Inconsciente Coletivo, circundado pelo Inconsciente Pessoal. Pelo entendimento posterior que tive do texto, me parece que quem circunda o Ego é o Inconsciente Coletivo e na esfera mais externa o Inconsciente Pessoal. Esta certa esta minha leitura? caso negativo poderias me tirar e esclarecer esta percepção?

Bastante procedente seu comentário e a disposição dos gráficos buscava esse tipo de questionamento. Bom que veio rápido. Vamos raciocinar juntos. Antes de tudo é preciso que entendamos que a mente consciente é mais ou menos como o hd de um computador: ela possui um limite. ao contrário do inconsciente, que é um espaço sem fim, um depósito não apenas daquilo que eu penso que sei, pois é facilmente resgatável pela consciência com frequência, pois se aproxima das ocorrências do meu cotidiano, quanto daquilo que eu penso que não sei, pois jamais esteve no campo de minha consciência, não deixando contudo de fazer parte do meu conhecimento, embora inconsciente. Desses conteúdos fazem, parte memórias não apenas nossas ( da esfera das vivências pessoais), como memórias de nossos antepassados ou da própria humanidade que nos antecedeu, e por isso podemos supo-lo infinitamente maior do que a consciência. Posso lhe dar um sem número de exemplos, mas fiquemos nos rituais. Somos muitas vezes instados a executar rituais que não conhecíamos, mas o fazemos e com uma tal exatidão, que é como se atualizássemos o tempo, pois estamos repetindo o que foi feito por nossos antepassados. Isso nem sempre nos é ensinado, é um conhecimento do qual dispomos em circunstâncias específicas de nossas vidas. Com relação às circunstâncias mais relacionadas à nossa própria vida pessoal, podemos citar determinados fatos de nossa infância que se contados, pensamos não saber, mas que sob circunstâncias especiais, podem voltar integralmente. Na realidade, nada de nosso conhecimento se perde. Pode cair na esfera do inconsciente pois o hd já está cheio com conhecimentos que estão sendo utilizados, mas sob certas condições especiais, um cheiro, um som, uma voz, uma palavra que os evoque e sirva de senha de acesso, e eles retornam para a esfera da mente consciente. Não podendo deixar de ser lembrado que um HD tem uma memória x e que tudo o que ultrapasse cairá no inconsciente. Qual seja, ao pescar algo de meu inconsciente, estarei liberando espaço, depositando outros conteúdos no inconsciente de tamanho sem fim. Essa ¨zona ¨ inconsciente pode também ser dividida em inconsciente pessoal ( depósito de vivências pessoais) e inconsciente coletivo ( depósito de experiências e conhecimentos pertinentes à humanidade em geral ). A título de estudo, buscamos grafar o aparelho psíquico, sem entretanto termos como dimensionar com exatidão sua extensão ou mesmo sua localização. Daí que o desenho do inconsciente na esfera interna ou externa, continua sendo um grafismo hipotético. Entretanto, se você observar bem verá que intencionalmente, esse gráfico 3 traz não o ego no centro, mas o inconsciente coletivo; e isso para chamar a atenção de que embora o ego se considere o centro do aparelho psíquico, já que nos identificamos com ele, isso também é uma ilusão, porque o poder que o inconsciente tem sobre nós é muito maior e mais forte do que a consciência, podendo então ser entendido como o verdadeiro centro do aparelho psíquico. Como exemplo disso temos as n determinações que tomamos ao longo da vida de jamais fazermos isso ou aquilo, e acabarmos repetindo os mesmos comportamentos e padrões não desejáveis.


2.) No texto da página 12, quando se fala de arquétipos, esta palavra "incriado" me chamou a atenção. Você sabe o significado de "incriados"?? Pode-se lê-la como "criados internamente"??  Ele também denomina os arquétipos de ¨órgãos da alma¨ ou segundo Bergson, ¨os eternos incriados¨ 

A denominação incriados no caso, significaria mais acertadamente sem início nem fim, algo que transcende a criação, que brota das profundezas do ser e que não se tem como datar seu aparecimento porque nos remete a própria origem da humanidade

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